Let me Google it for you – 8 questões do processo seletivo do Google e porque elas não são tão legais assim!

02 Apr 2018 Autor: Juliana Bortoletto • Categoria: Prepare-se


Antes de colocar seu cérebro pra fritar, me pergunto se você já se deparou com esses testes de lógica que parecem não ter sentido algum e parecem ser incapazes de avaliar qualquer aspecto seu como profissional, certo?

Errado.

Nesse artigo vamos explorar os testes de raciocínio lógico, mas primeiro, vamos ver se vocês manjam dos paranauê. Nós selecionamos 8 perguntas feitas aos candidatos da big G para você ver que ela não é tão diferente das demais empresas quando a questão for análise do seu raciocínio logico.

  1. Quantas bolas de golfe cabem em um ônibus escolar?
  2. Quanto você deve cobrar para lavar todas as janelas de São Paulo
  3. Quantas vezes os ponteiros do relógio se sobrepõem por dia?
  4. Você é o capitão de um navio pirata e a sua tripulação vai votar em como o ouro será dividido. Se menos da metade dos piratas concordar com você, você morre. O que você sugeriria para conseguir ficar com boa parte do tesouro e ainda sim sair vivo da votação?
  5. Você tem oito bolas. Todas elas têm o mesmo tamanho. Sete delas têm o mesmo peso e uma pesa um pouco mais. Como você pode encontrar a bola mais pesada usando apenas uma balança e duas pesagens?
  6. Um homem bateu seu carro em um hotel e perdeu sua fortuna. O que aconteceu?
  7. Se você vê um relógio marcando 3:15, qual é o ângulo entre os ponteiros da hora e do minuto?
  8. Você deve ir do ponto A ao ponto B. Mas não sabe se pode chegar. Que faria?

 

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Se você não bugou em nenhuma delas, cara, por que você ainda não prestou o processo deles? (Se já prestou e passou, nem precisa terminar de ler esse texto, vá jogar uma partida de pingue pongue ou algo do tipo…)

Agora, se você, pequeno gafanhoto como eu, gastou alguns neurônios e o tempo referente a um episódio da sua série favorita no Netflix pra tentar chegar numa ordem de grandeza em algumas dessas perguntas, cara, deixa eu te contar uma coisa:

O processo seletivo do Google não é nada diferente de qualquer outro e eles usam a análise da sua habilidade cognitiva e raciocínio analítico como uma forma de detectar os outliers em meio a um grande número de candidatos.

Acontece que, essa forma de avaliação não tem trazidos bons frutos às empresas que querem testar a capacidade de solução de problemas, planejamento estratégico, interpretação de texto, tomada de decisões em curto espaço de tempo porque estão ignorando uma coisa muito importante: a experiência do usuário!

A real é que: ninguém aguenta mais esses testes #prontofalei

 

O ponto é: a experiência do candidato é importante porque é o primeiro contato direto com a empresa. Se ela não estiver muito preocupada em encantar você, antes de você entrar, imagina quando já estiver lá dentro?

Hoje, algumas empresas vêm aderindo novas formas de analisar o raciocínio lógico do candidato. Gamificação é um exemplo disso.

Quem já participou de algum processo seletivo feito pela Matchbox já entrou em contato com o The Amaze Game, jogo que avalia os índices de competências do jogador de acordo com um perfil pré-determinado pela empresa.

A intenção dessa metodologia não é predeterminar um perfil comportamental dos avaliados e não substitui a necessidade de outras avaliações presenciais que possam ser úteis para auxiliar a empresa na tomada da decisão, mas pelo menos o fator “tédio” dos testes comuns serão substituídos por uma sensação de “que processo daora”.

 

Aí eu te pergunto: você prefere jogar um jogo ou responder quantas bolinhas de gude cabem dentro de um submarino?